sábado, 10 de dezembro de 2011

Final de ano

Estamos chegando ao final de mais um ano letivo, o que para nós dignifica férias. Quem vai viajar? Quem vai à praia? Quam ficará por aí mesmo?
Eu vou dar uma saidinha, conhecer meu neto que acaba de nascer, depois vou dar uma esticada por aí. Se ficar em casa acabo só trabalhando, cuidando a casa, arrumando armários, etc.
Boas férias a todas nós.
Abraços
Clenilda

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Desabafo

Estou há uma semana no hotel, pretensamente descansando, mas estudando pra valer nos
três cursos a distância que estou fazendo.

Todas as leituras que fiz e estou fazendo me levaram a algumas conclusões:

1. Quando eu escrevo, sempre escrevo para outras pessoas. Portanto, minha escrita
precisa ser clara e concisa, para que possa ser bem entendida por quem vai ler. Isso
eu já percebi quando escrevi sobre a vida de minha mãe. Para mim, tudo estava
absolutamente claro. Mas várias perguntas me foram encaminhadas por aqueles que
leram, pedindo esclarecimentos. Isso me levou a pensar quanto sofrem os alunos,
quando recebem de volta um texto todo rabiscado pelo professor, pois para ele – o
aluno, está tudo claro, e penso que ele não consiga entender como o professor pode
achar erros em sua obra-prima.
2. Os professores de português só deveriam ensinar o aluno a ler, interpretar e escrever.
Aliás, esse seria o conteúdo de português para os alunos das séries iniciais do Ensino
Fundamental. Outros conteúdos (história, geografia, ciências...) só deveriam ser
usados como textos-base para o estudo de português (interpretar, reescrever, dar
outro formato...). E nas séries finais (6º ao 9º ano), os professores de português
poderiam utilizar mais uma vez os textos de outras disciplinas para fazer a mesma
coisa: analisar, ensinar gramática e trabalhar com o texto. Oh! Como seria bom. Mas
alguns professores que conheço teriam um parto se tivessem que usar um texto que
não sabem de cor de tantas vezes que trabalharam com ele. Ah! O bendito (?) diário
do ano passado! Mas de repente penso que ainda é possível.
3. A avaliação: o que mesmo ela significa? Avaliar = atribuir valor. Isso no senso comum.
Porque na educação, avaliar significa descobrir como anda o entendimento do aluno.
Acabei de assistir um vídeo em que o palestrante compara uma avaliação escolar
com o cozimento do macarrão. Você ferve a água, coloca nela o macarrão e, depois
de alguns minutos de fervura, vai verificar se está cozido. Para quê? Só para saber se
cozinhou devidamente? Não. Não é só para SABER, mas para prosseguir no preparo.
Nesse caso, se não estiver bem cozido é necessário deixar em fervura mais um pouco
para então escorrer e temperar. Assim é na avaliação escolar. As provas e outros
instrumentos não devem servir apenas para atribuir nota, mas para saber se continua
ou não com o conteúdo em pauta. Como seria bom se todos enfim entendessem isso.
E também, se entendessem que, se o aluno sabe ler e interpretar, ele não precisa
guardar na memória todo o conteúdo, que sempre estará registrado em algum lugar.
Ele só precisa ser provocado, incentivado a buscar, a pesquisar. Assim, passaríamos
do “ensinar, revisar e fazer prova” para o “pesquisar e apresentar o resultado em
forma de produção própria”. Quanto nossa educação poderia ser melhor!
4. Desculpem o desabafo! É que quase não nos encontramos para debater tais assuntos.
Sempre reclamei disso nos encontros de pedagogas. Vamos para lá debater o que o
NRE acha que precisamos, e não o que está nos angustiando. Aliás, o NRE nos trata
como tratamos os alunos: ELES SABEM do que precisamos!
Quanta arrogância!
Abraço

Clenilda

Iniciando

Olá, colegas pedagogas.
Acabo de criar um blog para trocarmos ideias sobre o nosso trabalho, já que não temos mais reuniões para isso.
Então, vou postar umas ideias que mandei para algumas. Quem quiser pode comentar estas ou fazer novas postagens.
O blog é nosso. Escreva o que quiser.
Abraço
Clenilda